Pornopopéia

Pornopopéia[PDF / Epub] ☉ Pornopopéia By Reinaldo Moraes – Tbjewellers.co.uk Zeca é um excineasta marginal que ganha a vida fazendo comerciais de marcas obscuras Quando assume o compromisso de filmar um anúncio para uma fábrica de embutidos, é sugado por uma espiral de sex Zeca é um excineasta marginal que ganha a vida fazendo comerciais de marcas obscuras Quando assume o compromisso de filmar um anúncio para uma fábrica de embutidos, é sugado por uma espiral de sexo e drogas Depois de se ver envolvido com a morte de um traficante, o protagonista foge para uma cidadezinha praiana, onde dá continuinidade à sua saga de atmosfera beatnik.

Is a wellknown author, some of his books are a fascination for readers like in the Pornopopéia book, this is one of the most wanted Reinaldo Moraes author readers around the world.

Pornopopéia eBook ´
  • 480 pages
  • Pornopopéia
  • Reinaldo Moraes
  • Portuguese
  • 11 June 2019
  • 9788573029444

10 thoughts on “Pornopopéia

  1. says:

    AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!! NÃO POSSO!!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Creio ter sido essa a oração exclamativa que mais utilizei ao ler esta formidável saga porno-trágico-cómica ou trágico-porno-cómica ou comédia-trágico-pornográfica, com aspirações a epopeia hilariante escrita no mais absoluto e quase obsceno, se não fosse tão divertido, vernáculo próprio da linguagem produzida pela pátria amada, idolatrada, salve, salve!!

    É um livro que nos proporciona puro entretenimento, ri tanto de ir às lágrimas na maior parte dos capítulos, todos eles estruturados de forma cinematográfica, tamanho é o ensejo gráfico que o autor, brilhante na prosa, revela. A obra é um delírio poético-porno-literário em que, utilizando o meu brasileirês mais prosaico “só dá sacanagem” mas atenção, da mais alta qualidade!

    José Carlos Ribeiro, Zeca para os íntimos, é um cineasta – se é que se pode utilizar este predicativo do sujeito na personagem – falhado que, depois de se aventurar na realização de filmes pornográficos acaba, aos 42 anos de idade, a produzir “vídeos institucionais”, isto é, publicitários na Khemer, VideoFilmes, de sua propriedade e de onde vai retirando os parcos rendimentos que necessita para poder dar largas àquilo que na vida é fundamental: droga, mulheres e álcool. Não necessariamente por essa ordem, claro está! A história começa com Zeca a tentar “bolar” um vídeo institucional sobre embutidos de frango da Granja Itaquarembu mas sem qualquer resultado prático, embora hilariante nas suas tentativas e expectativas! A partir daí, a sua vida torna-se num frenesim absolutamente descomunal e expiatório das suas maiores torpezas ou, se quisermos, bemaventuranças. Como tudo, depende do ponto de vista de cada um!

    A cena do Templo do Divino Zebuh Bhagadhagadhoga é um monumento à capacidade que um autor tem de nos fazer rir à dor de barriga! Contudo, o episódio do surubrâmane é “da pesada” e apenas almas mais liberais, lives de preconceitos sexuais ou sexuados ou sexualizados poderão “abrir mão” da hilaridade contextualizada e sincronizada numa experiência surúmbica do undergraudi panelinha (como Moraes, também tenho a minha lavra de neologismos inimagináveis que, aliás, pululam com enorme hilaridade neste universo pornopopaico).

    Depois vem o crime que nunca falta numa história de sexo. O desgraçado do realizador falhado – apenas produziu um filme, ”Holisticofrenia” que, pelos relatos do próprio, deve consistir numa alucinogénia abordagem anárquico-realista mas, fator importantíssimo, premiado internacionalmente num desses festivais de cinema que nunca ninguém ouviu falar organizado por um país qualquer marginal da América do Sul – vê-se enredado numa perseguição policial à mais obscura máfia paulista e as consequências serão para si terríveis, apenas porque estava no lugar errado à hora errada. Ou seja, a comprar cocaína a um traficante que foi apanhado por uma bala perdida. Danou-se ou, como diria Moraes, Quipariu!! A partir daí, se a sua vida já era uma complicação só, tornou-se num pesadelo kafkaniano que só o “laissez-faire, laissez-passer da personagem não se transforma em drama apocalítico.

    E o que dizer das restantes personagens? Cada uma mais inverosímil que a outra, isso para aqueles que nunca usufruíram da camaradagem de prostitutas, bêbados, transexuais - por falar em transexuais, há um notável na caracterização: Lolla Bertoludzy cuja participação comemora mais um momento inolvidável da narrativa.

    Não há um segundo de paz e tranquilidade na vida de Zeca: desde a mulher, que volta e vira fá-lo (hummmm este verbo conjugado com o pronome fez-me relembrar vários momentos da narrativa) tomar consciência de que tem um filho, Pedrinho, desde a reclusão em Porangatuba, cidade ladeada por Ubatuba no norte do estado de São Paulo, desde a PM no seu encalço já que fora acusado de homicídio, desde não conseguir afrouxar os desejos de uma líbido sempre em grande ebulição, desde as mentiras que constrói para salvar a face, ou o pelo, tudo isso regado por uma prosa muitas vezes metafórica absolutamente genial, fazem deste livro leitura obrigatória para quem gosta de rir, despreconceituosamente, a bom rir!

    Não resisto em transcrever um parágrafo que nos ajuda a compreender a surpreendente idiossincrasia da personagem, José Carlos Ribeiro de seu nome:

    “Cato o ‘Poesias Inéditas’, do Pessoa debaixo do abaulado que a minha bunda faz na rede. Está aberto na página que eu lia ontem antes de pegar no sono. Dou de cara com um poema assinalado a caneta com letras garrafais: DU CARALHO!!! Tem uns versos que dizem: ‘Boa é a vida mas é melhor o vinho. O amor é bom mas é melhor o sono’. Aquela rabiscaiada só pode ser coisa do Nissim em efusão poética deflagrada por alguma infusão etílica. Ele adora o Fernando Pessoa, o Nissa, em quem só vê um defeito: não ter nascido em Minas Gerais. A vida, o vinho, o amor e o sono. Tá tudo aí. Eu só trocaria o amor pelo sexo, e incluiria um fuminho e um pó. Vou sugerir isso ao seu Pessoa quando o encontrar”.

    Se quisermos, também poderemos filosofar sobre essa saga atual que é o egoísmo masculino no século 21 mas não me apetece entrar por aí. Acho que seria levar muito a sério algo que já sabemos existir e digo isso sem qualquer preconceito apenas constato um facto de que este livro é exempo. O melhor é assimilarmos esta leitura na desportiva, comprazendo-nos apenas com a boa disposição que nos traz!

    Como gosto de dizer … ler para crer!

  2. says:

    Classificar Pornopopéia como um livro bom para ler nas férias é um pouco perigoso. se se é homem, e se a mulher der uma espreitada.
    misoginias à parte, este Reinaldo é um génio. ele veste e despe as palavras de roupas e de sons que ainda nem foram inventados. daí que na maior parte das vezes, e sem o google ao lado, houve muita palavra que eu não percebi. e que nem precisei! há coisas que tiramos pelo sentido.
    compara-lo a bukowski, não me parece ser o mais correto, só por que o assunto é sexo. O Bukowski é um escritor maldito, digamos assim, não me lembro de ter gargalhado com o que li dele. O Reinaldo é diferente. Inspira riso mesmo. Quando estava a chegar às últimas páginas já me lamentava. Por isso, lede por vós mesmos.

  3. says:

    Demorei para engatar esse livro, com uma mistura de Bukowski, Burroughs, Phillip Roth com cinema da Boca, encenando um narrador deveras horrível, me parecia que ele não estava fazendo nada de novo, apenas reciclando uma vibe pós moderna. Manja o Portnoy do Roth? Nosso narrador é um Portnoy que não tem superego (que no caso do Portnoy é a cultura judaica), nadica de nada, não é apenas o estilo literário dele um fluxo de consciência e sim suas próprias atitudes. A verdade é que é um puta livro, engracadíssimo, com construções de frases umas mais geniais que as outras e eu só não dou cinco estrelas porque o mal estar que o narrador provoca por ser uma pessoa tão horrível não me permite dá-las, mesmo porque ele é um fiel retrato da psique do brasileiro médio, ou seja, misógino e canalha.

  4. says:

    Bem, o que dizer sobre este livro? Quando o comecei a ler, eu estava longe de imaginar quão extenso e explícito seria o seu conteúdo. Mas, convenhamos, um livro cujo título é construído com recurso ao prefixo “Porno-” só por si já era suficiente para ter uma ideia do que aí viria. No entanto, por outro lado, olhar para o título seria extremamente redutor, e levaria o leitor a deixar de lado um livro cheio de surpresas (sim, e sexo também).

    Reinaldo Moraes conta a história de Zeca, um ex-cineasta marginal com uma vida completamente descontrolada, numa espiral de sexo, álcool e drogas, que se vê involuntariamente envolvido na morte de Miro, um pequeno traficante de drogas. Com medo, foge para uma pequena localidade à beira mar onde dá continuidade a sua epopeia de sexo e álcool (aqui, o acesso a drogas era muito mais complicado). Ao virar de cada, assistimos impotentes aos desvairos que levam o Zeca cada vez para o fundo de um poço sem fim. A cada capítulo, quando pensamos que pior não pode ficar, ele se excede e vai ainda mais ao fundo.

    Um livro cheio de surpresas, de linguagem divertidíssima e extremamente inventiva (é impressionante o número de palavras novas criadas), de uma crueza atroz e MUITO explícita. Mas divertido, muito divertido, se bem que talvez peque por excesso. De sexo. Se se espremesse este livro, retirando todas as cenas de sexo, álcool e drogas, a história resumir-se-ia a meia dúzia de páginas. Mas não seria a mesma coisa.

    Não recomendado a almas puritanas, fechadas e extremamente sensíveis.

    Já falei que envolve muito sexo?

  5. says:

    Fantástico. Reinaldo Moraes é um gênio do humor e da esculhambação.

  6. says:

    Sujo. Esse é um livro sujo da melhor qualidade. Não leia se você tem problemas com drogas, cenas de sexo explícito e protagonistas imorais e egoístas. Se, para você, assim como pra mim, livros são uma ótima forma de viver uma vida diferente da sua, seja bem vindo à mente doentia do Zeca.

  7. says:

    é genial como ele usa a língua, a oralidade, o rompimento com a pompa que separa nosso português falado do escrito. Mas depois de trezentas e tantas páginas, tanto trocadilho cafajeste fica cansativo.

  8. says:

    Confesso que li um terço, achei genial, mas dei por mim a achar que era xoxota a mais. Pode ser que lhe volte a pegar em doses moderadas.

  9. says:

    Cacilda!

  10. says:

    Não é fácil escrever sobre este livro...
    Com uma linguagem explicita, nada recomendada aos espíritos mais sensíveis, conta-nos uma história muito divertida.

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